Veja quais são os prós e os pontos de atenção do Open Banking. Também conheça os mecanismos de segurança.
Você provavelmente já sentiu um misto de curiosidade e talvez um pouco de desconfiança ao se deparar com aquela pergunta que surge na tela do seu aplicativo bancário: “Deseja trazer seus dados de outros bancos para cá?” É uma experiência comum, que nos faz refletir sobre a centralização das nossas informações financeiras e o que isso realmente significa para a gestão do nosso dinheiro.
Essa solicitação, que à primeira vista pode parecer apenas uma notificação, carrega consigo um convite à simplificação ou, quem sabe, a uma nova forma de interagir com suas finanças, despertando questões sobre privacidade e conveniência. Essa pergunta está relacionada ao Open Banking, um sistema que explicaremos em detalhes neste texto, além de mostrar como os certificados digitais fazem parte desta novidade que é considerada um avanço.
O que é o Open Banking?
O Open Banking é um sistema financeiro que permite o compartilhamento seguro dos seus dados bancários entre diferentes instituições, mediante sua autorização. Ele aumenta a concorrência e a inovação no setor, oferecendo produtos e serviços mais personalizados. Isso significa que você tem mais controle sobre suas informações financeiras. O objetivo é simplificar sua vida bancária e dar mais poder ao consumidor.
Open Banking e certificados digitais
No Open Banking, os certificados digitais são fundamentais para garantir a segurança e a confiança na troca de dados financeiros. Eles autenticam a identidade das instituições participantes (bancos, fintechs), assegurando que apenas entidades autorizadas acessem as informações.
Além disso, os certificados digitais criptografam as comunicações, protegendo a integridade e a confidencialidade dos dados dos usuários durante o trânsito entre as plataformas. São, portanto, pilares para a conformidade regulatória e a prevenção de fraudes no ecossistema do Open Banking.
Outros mecanismos de segurança
O Open Banking, ou Sistema Financeiro Aberto, representa uma evolução significativa na forma como lidamos com nossos dados e serviços financeiros. No entanto, é natural que surjam dúvidas sobre a segurança de um sistema que permite o compartilhamento de informações entre diferentes instituições. A boa notícia é que a segurança é um pilar fundamental e foi projetada no Open Banking utilizando uma série de mecanismos para proteger os dados e as transações dos usuários.
Assim, o Open Banking é construído sobre camadas de proteção que visam garantir a privacidade, a integridade e a autenticidade das operações. Ele não apenas adota as melhores práticas de segurança da indústria financeira, mas também introduz inovações regulatórias e tecnológicas que o tornam, em muitos aspectos, mais seguro do que os modelos bancários tradicionais. A chave está no controle que o usuário tem sobre suas informações e nos padrões rigorosos que todas as instituições participantes devem seguir.
Principais mecanismos de segurança do Open Banking
Para assegurar um ambiente confiável e protegido, o Open Banking se apoia nos seguintes pilares de segurança:
- Consentimento explícito e granular: o usuário está no controle. Nenhuma informação é compartilhada sem o seu consentimento ativo, claro e específico. Você decide quais dados, por quanto tempo e com quais instituições deseja compartilhar, podendo revogar esse consentimento a qualquer momento.
- Autenticação forte do cliente (SCA – Strong Customer Authentication): para acessar dados ou autorizar transações, é exigida uma autenticação multifator. Isso significa que, além da senha, geralmente são necessários outros fatores de segurança, como biometria (impressão digital, reconhecimento facial) ou um código enviado para um dispositivo cadastrado, tornando o acesso muito mais seguro.
- APIs seguras e padronizadas: a comunicação entre as instituições financeiras ocorre exclusivamente por meio de Interfaces de Programação de Aplicações (APIs) seguras. Essas APIs seguem padrões rigorosos definidos pelo regulador (Banco Central do Brasil), incorporando protocolos de segurança avançados e criptografia de ponta para proteger os dados em trânsito.
- Criptografia de dados: todas as informações transmitidas e armazenadas dentro do ecossistema do Open Banking são criptografadas. Isso significa que os dados são codificados de forma que apenas as partes autorizadas possam acessá-los e decifrá-los, protegendo-os contra interceptações e acessos indevidos.
- Regulamentação e supervisão rigorosas: o Banco Central do Brasil, como autoridade reguladora, estabelece regras claras e rigorosas para todas as instituições participantes do Open Banking. Há uma supervisão contínua para garantir a conformidade com as normas de segurança, privacidade e proteção de dados, com penalidades severas para descumprimento.
- Licenciamento e credenciamento de instituições: apenas instituições financeiras e de pagamento devidamente licenciadas e autorizadas pelo Banco Central podem participar do Open Banking. Elas passam por um rigoroso processo de credenciamento que avalia sua capacidade técnica e de segurança.
- Segregação de responsabilidades: cada participante do Open Banking (banco detentor da conta, iniciador de pagamento, etc.) tem responsabilidades bem definidas em relação à segurança e proteção de dados. Isso cria um sistema onde a segurança é uma responsabilidade compartilhada e auditável.
- Monitoramento e detecção de fraudes: as instituições participantes utilizam sistemas avançados de monitoramento em tempo real para identificar e prevenir atividades suspeitas ou fraudulentas, garantindo uma resposta rápida a qualquer tentativa de violação de segurança.
- Padrões de Segurança da Informação: todas as instituições são obrigadas a seguir os mais altos padrões de segurança da informação, incluindo a implementação de políticas robustas de proteção de dados, gestão de riscos e planos de contingência para garantir a continuidade dos serviços e a segurança das informações.
Na prática, é bom usar o Open Banking?
O Open Banking representa uma evolução significativa na forma como interagimos com nossas finanças. A decisão de utilizá-lo na prática envolve ponderar uma série de vantagens que ele oferece, bem como estar atento a alguns pontos fundamentais para uma experiência segura e eficiente.
Prós:
- Visão consolidada de todas as suas contas e investimentos em um só lugar.
- Acesso a ofertas de produtos e serviços financeiros mais personalizadas e competitivas.
- Maior agilidade na contratação de crédito e outros serviços.
- Estímulo à inovação, gerando novas soluções financeiras no mercado.
- Mais controle sobre seus próprios dados financeiros.
Pontos de atenção:
- A importância de conceder consentimento explícito para o compartilhamento de dados.
- A necessidade de gerenciar ativamente as permissões concedidas.
- A segurança das informações compartilhadas entre as instituições.
- A escolha cuidadosa das instituições financeiras com as quais você se conecta.
- O entendimento claro de como seus dados serão utilizados pelas empresas.
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